"Procuro-os enquanto estamos parados
no sinal vermelho. Principalmente no verão, a Jess costuma estar lá fora de
manhã, a beber café. Às vezes, quando a vejo ali, sinto que ela também me vê,
sinto que ela também me observa e apetece-me acenar-lhe. Mas sou demasiado
acanhada. Não costumo ver tanto o Jason, anda muitas vezes fora em trabalho. Porém
mesmo quando não estão lá, penso no que andarão a fazer."
Paula Hawkins, A
Rapariga no Comboio
É impossível que alguém que esteja neste
momento a ler esta publicação nunca tenha ouvido falar no livro A
Rapariga no Comboio da autora Paula Hawkins. Foi lançado em 2015,
esteve o ano inteiro no top nacional de vendas e foi um verdadeiro tornado no
mundo literário mundial.
Admito que adquiri o livro levada pelo
alarido em torno dele, mas também pela sua passagem a filme, realizado por Tate
Taylor, e que veio foi mais uma achega para a fama deste thriller.
Em forma de diário, o livro trata a
história de Rachel, uma rapariga divorciada que todas as manhãs apanhava o
comboio de Ahsbury para Londres para ir trabalhar. O comboio parava
sistematicamente junto à rua onde outrora Rachel tinha morado com o seu
ex-marido devido a falhas na sinalização. Até que Rachel repara numa rapariga a
quem acaba por dar o nome de Jess (o nome real é Megan) que pela manhã está
sempre no terraço acompanhada, por quem Rachel pensa ser o marido. Com uma
história criada em torno destas duas personagens desconhecidas na cabeça de
Rachel, vamos acompanhando paralelamente a história de Megan que tal como
Rachel esconde segredos.
Rachel acaba metida num caso de homicídio
que acaba por abranger praticamente todos os personagens do livro.
"O comboio pára no sinal. Bebo um
gole da lata gelada de ginecologias tónico e levanto os olhos para casa dele,
para o terraço dela. Estava a ir tão bem, mas preciso disto. É para arranjar
coragem."
Paula Hawkins, A
Rapariga no Comboio
Sou sincera... o livro deixa um pouco a
desejar. Não sei se a minha opinião se deveu à elevada expectativa, mas pensava
que ia ser muito mais do que realmente foi. Cheguei a um pouco que parecia que
a história tinha estagnado e não passava do mesmo. Fiquei um pouco desiludida,
e ao mesmo tempo bastante curiosa pela forma como o livro tinha sido passado
para filme visto tratar-se de um livro escrito em forma de diário. A própria
escrita da autora não foi nada de surpreendente e senti que lhe faltava alguma
coisa para ser realmente empolgante.
O filme também não me surpreendeu de todo
mas eu, quando existe a versão filme, primeiro leio o livro e só depois vejo o
filme, como forma de visionar o que tinha imaginado na minha cabeça.
A autora lançou no inicio de Maio um
segundo livro, Escrito na Água, que ainda estou na dúvida se devo
ou não dar o benefício da dúvida.
Para quem já leu A Rapariga no Comboio deixem a vossa opinião pois vou adorar ler, pois de certeza
que será diferente da minha. Quanto ao segundo livro da Paula Hawkins,
alguém recomenda?
"Deito-me na cama e desligo as luzes.
Não vou conseguir dormir, mas tenho de tentar."
Paula Hawkins, A
Rapariga no Comboio




